
Na avaliação quadrienal de desempenho da CAPES, em 2026, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) alcançou um escore médio de 4,52 em seus programas de Pós-Graduação (PPGs), superando a meta de 4,5 estabelecida pela instituição. Com isso, a universidade não só foi destaque na região Nordeste, mas também atingiu o feito inédito de ter entre seus 90 programas de PGs um índice de 43 por cento de notas 5, 6 ou 7.
Para alcançar esses dados, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) da UFBA adotou diversas ações, que foram implementadas de forma integrada. Entre elas, destacam-se as reuniões periódicas com os coordenadores de PPGs, as capacitações para a elaboração dos relatórios da CAPES, o apoio aos processos de planejamento estratégico, a autoavaliação e o acompanhamento de egressos. O anúncio do resultado final da Capes foi feito no Consuni desta terça-feira, 30 de junho.
De acordo com a coordenadora de Ensino de Pós-graduação, da UFBA, Dayana Bastos Costa, o desempenho é resultado do trabalho contínuo de acompanhamento e fortalecimento dos PPGs realizados na última década. E tudo com base em planejamento estratégico, monitoramento de indicadores e apoio institucional permanente. “A UFBA consolidou uma cultura de avaliação e melhoria contínua, o que permitiu alcançar escore médio de 4,52 na última avaliação da CAPES”.
O pró-reitor da PRPPG Ronaldo Oliveira lembra que a universidade não mediu esforços e investiu em ferramentas de gestão e monitoramento, como os sistemas “Stela Experta”, “Turnitin” e “Grammarly”, além de criar editais específicos para fortalecimento de programas com conceitos mais baixos, como o “Pro-Consolidar”, que contribuiu para a elevação do conceito de diversos cursos. “O fortalecimento da internacionalização, da mobilidade, da captação de recursos e da excelência da produção acadêmica também desempenhou um papel importante nesta jornada”, enumerou Oliveira.
Segundo ele, a meta da UFBA agora é ampliar ininterruptamente a excelência da sua pós-graduação, ampliando o número de programas com notas 6 e 7 e consolidando sua posição entre as principais universidades brasileiras. “O nosso objetivo é que mais programas atinjam patamares de excelência internacional, fortalecendo a qualidade da pesquisa, a formação de recursos humanos e o impacto social gerado pela universidade”, avalia o pró-reitor.
Ele ressalta também sobre os benefícios direitos para a instituição e para a sociedade. “Ter mais programas com notas 5, 6 e 7 gera benefícios diretos para a universidade e para a sociedade. Programas bem avaliados têm maior capacidade de atrair bolsas, recursos de fomento, estudantes qualificados, pesquisadores visitantes e parcerias nacionais e internacionais”, revela, concluindo: “O mais importante disso tudo está nas ações que ampliam a visibilidade científica da instituição, fortalecem a produção de conhecimento de alto impacto e contribuem para que as pesquisas desenvolvidas gerem soluções aos desafios sociais, econômicos e tecnológicos do país. Tudo isso sem deixar de apoiar fortemente os PPGs em fases iniciais e intermediárias de consolidação.”
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