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Monumento restaurado celebra Edgard Santos e os 80 anos da UFBA

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A Universidade Federal da Bahia (UFBA) reinaugurou, nesta quinta-feira (2), o Memorial Reitor Edgard Santos, localizado no jardim ao lado da Reitoria, no campus do Canela, em Salvador. A obra do escultor baiano Mário Cravo foi restaurada por Nanci Novaes, escultora e professora da Escola de Belas Artes da Bahia (Eba), e passou a integrar as comemorações pelos 80 anos da instituição, celebrados na data em que também se comemora a Independência do Brasil na Bahia: 2 de Julho.
 
O reitor da UFBA, Paulo César Miguez, destacou que a restauração do memorial representa a preservação de um legado que permanece vivo na instituição. “É lembrar que existe uma tradição na Universidade Federal da Bahia, iniciada por Edgard Santos, de respeito às várias dimensões do saber. Ele combateu a fragmentação, promoveu a integração entre as áreas do conhecimento e também consolidou uma universidade comprometida com o acolhimento, a inclusão e o pertencimento dos estudantes”, afirmou.
 
Cristiana Santos, neta do professor Edgard Santos, afirmou que o reconhecimento celebra a contribuição do seu avô para a construção da identidade da universidade. “Ele foi responsável pela unificação das faculdades que deram origem à UFBA. Criou cursos que marcaram a identidade da instituição e implantou um modelo inovador de assistência estudantil. Tudo o que a universidade é hoje tem um pouco da semente que ele plantou há 80 anos”, ressaltou ela, que é professora na Faculdade de Direito, da instituição.
 
Já para o reitor eleito da UFBA, João Carlos Salles, a homenagem reforça a importância da memória como inspiração para os desafios do futuro. “Ao fazermos aqui um gesto de reconhecimento da memória desta Casa, fazemos também a renovação do compromisso com o futuro. A UFBA vive com alegria a sua história, mas é uma instituição que tem sempre um pé apontado para o futuro”, declarou.
 
As comemorações pelos 80 anos da UFBA prosseguem entre os dias 6 e 10 de julho com a realização do Congresso UFBA 80 Anos, que reunirá debates, conferências, atividades culturais e homenagens à trajetória da instituição. Na abertura, serão entregues os diplomas UFBA 80 Anos a personalidades que contribuíram para a história da universidade.
 
A programação inclui ainda a cerimônia Memórias de Luta e Resistência, dedicada aos estudantes e ex-estudantes da UFBA que foram mortos, desaparecidos e perseguidos pela ditadura civil-militar, quando também serão concedidos diplomas simbólicos de conclusão de curso a estudantes que tiveram a graduação interrompida pelo regime.
O evento contou ainda com as presenças do sociólogo e militante dos direitos humanos, Joviniano Carvalho Neto, representando a APUB, do Cônsul-Geral do Haiti, em Salvador, Henry Claude Voltaire, da deputada federal Lídice da Mata, que foi aluna da instituição, e do professor Edgard Oliva, da Escola de Belas Artes.
 
A inauguração teve também a apresentação da “Sociedade Filarmônica 25 de Março”, de Feira de Santana, que executou, sob a regência do maestro Toni Neves, egresso da UFBA, o hino do Brasil e o hino ao 2 de Julho, durante o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e da UFBA.