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Consuni homologa ata de eleição para a reitoria da UFBA, quadriênio (2026-2030)

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A ata de homologação da eleição para os cargos de reitor(a) e vice-reitor(a) da UFBA, quadriênio (2026-2030), foi aprovada em reunião extraordinária do Conselho Universitário (Consuni), realizada no Salão Nobre da Reitoria, nesta segunda-feira, 15 de junho.
 
A leitura da ata para avaliação e aprovação dos conselheiros, rito que encerra o processo eleitoral, apresentou os números finais de votos obtidos por cada chapa concorrente, com registro da vitória da chapa 2, composta pelo reitor João Carlos Salles e pela vice-reitora Jamile Borges, que obteve 1.187 votos de docentes, 1.102 votos de servidores técnicos e administrativos, e 6.642 votos dos estudantes, que resultaram no escore ponderado de 4.423,03.
 
O reitor Paulo Miguez saudou as entidades de classe da Universidade e os membros da Comissão Eleitoral, agradecendo as suas contribuições para realização do pleito, que marcou a primeira eleição direta para a reitoria nas universidades federais brasileiras, após a aprovação da Lei n 15.567/26, que acabou com a indicação por meio da lista tríplice.
João Carlos Salles, reitor eleito para o próximo quadriênio, falou sobre a importância do processo eleitoral na UFBA que, na celebração dos seus 80 anos em 2026, realizou a primeira eleição direta para os cargos de reitor(a) e vice-reitor(a) entre todas as universidades federais. 
 
“Os tempos são difíceis. As universidades estão, sim, sob ataque. Isso aumenta nossa responsabilidade. Muitos são os caminhos e ações para a nossa resistência, e o desenvolvimento de ensino, pesquisa e extensão, bem como afirmação pública desse espaço, a universidade, como lugar de produção de ciência, cultura e arte”, afirmou Salles.
 
Conforme apresentou em sua fala, caminhos para a resistência passam “pela mobilização e valorização de nossas categorias, fortalecimento das nossas instâncias, conselhos acadêmicos e assembleias, de sorte que o aprofundamento de uma trama democrática deve, assim, ser condição para o exercício autêntico da autonomia universitária”.
 
Ele também falou sobre o processo de transição na Reitoria, agradecendo a colaboração da atual reitoria e pró-reitorias nesse processo, que seguirá até a data da posse, prevista para 03 de setembro, no mesmo Salão Nobre da Reitoria.
 
Salles considera que a transmissão do cargo é o registro de que a UFBA resistirá a cada ataque e afirmará, a cada momento, os seus valores como uma instituição autônoma e democrática. “Sabemos, todos, que a aura da universidade pública tem sido atingida. Sua imagem, uma vez submetida a sucessivos ataques, precisa ser restaurada, sempre. Essa é a nossa tarefa”.
 
O reitor eleito da UFBA defendeu a universidade como “lugar de uma escuta permanente, do dissenso qualificado e de consenso mantido com a colaboração de cada um de nós, pois estamos unidos por princípios e valores essenciais e semelhantes”. Nesse sentido, acrescentou que “a nossa unidade, sempre necessária, não há de ser rompida”.
 
“Nesse espaço, o interesse coletivo precede qualquer interesse mesquinho ou particular. Afinal de contas esse lugar é sagrado por sua beleza e por nossa capacidade de trazer novas e novas promessas, e de nos definirmos por aquilo que ainda não fizemos e certamente continuaremos a fazer. Viva a Universidade Federal da Bahia!”, concluiu.
 
“Essa é uma reunião histórica para a UFBA e para as universidades federais brasileiras”, afirmou Miguez, registrando com a participação de todos os presentes a homologação da ata de eleição para os cargos de reitor e vice-reitora para o quadriênio (2026-2030), e encerrando a cerimônia com a execução do hino nacional do Brasil.